Friday, November 30, 2007

Os dias do Madredeus chegaram ao fim?

Matéria publicada no DIário de Notícias sobre o futuro do Madredeus.


OS DIAS DO GRUPO MADREDEUS A CAMINHO DO FIM
DAVIDE PINHEIRO e ISABEL LUCAS

Os “dias da Madredeus” podem ter chegado ao fim. Pedro Ayres Magalhães, mentor e fundador, disse em entrevista ao DN que “é uma hipótese não voltar à estrada um grupo chamado Madredeus”, a propósito de uma entrevista de Teresa Salgueiro à SIC em que a cantora anunciou a sua saída. O músico não recebeu a notícia com surpresa e adiantou que está a pensar no que fazer a seguir juntamente com Carlos Maria Trindade, o teclista.

Mas voltemos ao princípio. Tudo começou quando Teresa Salgueiro deu conta da sua falta de disponibilidade para se dedicar “em exclusivo” à banda que lhe deu projecção mundial. A cantora, agora com uma carreira a solo, disse ter necessidade de acarinhar “todos os [três] projectos novos que surgiram”.

Todavia, num comunicado, a agora ex-vocalista disse que “tal facto não prejudicará uma eventual colaboração (…) se isso for tido como conveniente. Pedro Ayres Magalhães revelou ainda que tanto José Peixoto como Fernando Júdice já o tinham informado sobre o seu abandono dos Madredeus em Julho último. “Quando, por circunstâncias variadas, os músicos não podem dedicar-se tanto a este projecto, recebo isso muito bem. Temos um percurso extraordinário”, defendeu o compositor principal ao DN. Para Pedro Ayres Magalhães, a vocalista “era a actriz da música do grupo”.

Um pouco por todo o mundo, costumavam perguntar-lhe “o que seriam os Madredeus sem ela. Mesmo assim, o guitarrista “consegue imaginar outra voz” naquele lugar. Rodrigo Leão, antigo elemento da banda, hoje com uma distinta carreira em nome próprio, revelou ao DN que recentemente Pedro Ayres Magalhães lhe tinha confidenciado que “procurava outra voz”.

Pode, no entanto, dizer-se que a notícia do fim dos Madredeus não é propriamente nova. No ano passado, a agência espanhola do grupo, a Syntorama, deu como certo o ponto final no percurso da banda, o que levou Pedro Ayres Magalhães a reagir imediatamente, desmentindo o que se tinha dito. Todavia, o cérebro do grupo anunciou um ano sabático marcado por ” uma redução de datas para evitar problemas financeiros”. O músico disse então que “não é possível financeiramente manter uma iniciativa independente e fazer tantos concertos”.

Só que, em 2007, os Madredeus não deram um único concerto, o que levou a que uma série de projectos paralelos se desenvolvessem. “Fizemos uma pausa e uma reorganização para reflectir sobre o empenhamento do grupo”, explicou. A Bunkamura Orchard Hall, em Tóquio, foi, aliás, a última sala a receber o colectivo português mais internacional de sempre. É preciso não esquecer que os álbuns mais recentes da banda - Um Amor Infinito e Faluas do Tejo - estiveram longe de obter bons resultados comerciais, se comparados com êxitos globais como Ainda ou Espírito da Paz. Pedro Ayres Magalhães lembra que “há um ano não colocava a hipótese de terminar”, embora o futuro do grupo nunca tenha “estado certo”, porque “primeiro era preciso saber se os músicos estavam satisfeitos, depois o público e finalmente a disponibilidade para viajar”.

Olhando para o passado, fica com “uma sensação de tranquilidade por um trabalho bem feito”, até porque “ninguém se zangou”. Mas Rodrigo Leão, antigo músico e ainda hoje admirador da carreira da banda, não acredita que “a separação seja definitiva”.|

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Thursday, November 29, 2007

Teresa Salgueiro, José Peixoto e Fernando Júdice fora do Madredeus…

Reproduzimos a seguir o artigo publicado hoje no jornal português , a respeito da saída de Teresa Salgueiro, José Peixoto e Fernando Júdice do Madredeus:


Música Pedro Ayres Magalhães vai reflectir sobre o futuro dos Madredeus

Pedro Ayres de Magalhães, o mentor dos Madredeus, disse hoje à agência Lusa que está a trabalhar sobre as perspectivas futuras do grupo, na sequência do anúncio da saída de Teresa Salgueiro

«Não sei se é muito importante continuar sem a Teresa» , disse o compositor, que reconheceu ser «um grupo muito importante não só em Portugal como no mundo».

Ayres de Magalhães, que nos últimos trinta anos tem assinado diversos projectos de vanguarda na música portuguesa, afirmou que o momento é de «reflexão».

«Posso agarrar-me à bandeira e encontrar outros apoiantes da minha ideia, mas na realidade não sei, estou a gozar o fim do meu ano sabático» , afirmou.

Pedro Ayres Magalhães disse que, tal como Teresa Salgueiro, os músicos José Peixoto e Fernando Júdice «não estão também interessados num comprometimento a 100 por cento».

Carlos Maria Trindade está disposto a continuar, adiantou Ayres Magalhães.

«A conversa com a Teresa [Salgueiro] foi bastante amistosa e ela está até disposta, em caso do grupo continuar, em o apadrinhar e até fazer umas participações especiais em concertos» , disse.

Ayres Magalhães reconhece que «a harmonia poético-musical dos Madredeus é em função da voz» da Teresa Salgueiro.

O compositor salientou que os Madredeus têm um repertório de 120 canções.

Teresa Salgueiro disse hoje ter decidido sair dos Madredeus para se dedicar aos seus projectos a solo, ressalvando que se mantém disponível para colaborações futuras.

«Foi uma decisão ponderada e tomada em mútuo acordo com o grupo» , sublinhou Teresa Salgueiro, recusando falar no fim do projecto, surgido há 22 anos e que se afirmou como um dos mais importantes da música portuguesa.

Teresa Salgueiro decidiu sair por não ter disponibilidade para se dedicar a tempo inteiro aos Madredeus, uma vez que está envolvida em três projectos diferentes.

Pedro Ayres Magalhães, por seu turno, reconheceu que os Madredeus são uma «grupo que exige uma concessão obrigatória».

«Exige uma dedicação a 100 por cento e com responsabilidade em 40 países, pois hoje um grupo não vende apenas discos, é uma companhia itinerante» .

Teresa Salgueiro, 38 anos, entrou para os Madredeus em 1986, com apenas 17 anos, depois de Rodrigo Leão e Gabriel Gomes a terem ouvido cantar em Lisboa.

Integrou imediatamente os Madredeus, um projecto de Pedro Ayres Magalhães no qual participavam aqueles dois músicos, assim como o violoncelista Francisco Ribeiro, e que partia da recuperação da música popular portuguesa.

Os Madredeus venderam cerca de três milhões de discos em todo o mundo e foram um dos raros casos na música portuguesa em que uma banda teve sucesso internacional constante ao longo de vários anos.

Deixam álbuns como Os dias da Madredeus, o registo de estreia que completa 20 anos em 2007, O espírito da paz (1994), Movimento (2001) e Um Amor Infinito (2004).

Lusa / SOL


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Wednesday, November 7, 2007

Videoclip: Sal - ‘Ai, mas ai de mim’

Sal é o novo projeto de José Peixoto e Fernando Júdice, acompanhados pela voz de Ana Sofia Varela e a percussão de Vicky. Aqui, o grupo canta “Ai, mas ai de mim”.

alt : http://www.youtube.com/v/7VMihtpvdS4

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Monday, November 5, 2007

Videoclip: ‘Moro em Lisboa’ - Madredeus

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