Wednesday, August 5, 2009

A Nova Aurora: Madredeus & a Banda Cósmica lançam novo CD

Os Madredeus & a Banda Cósmica acabam de lançar um novo álbum, intitulado “A Nova Aurora”.  O lançamento pegou de surpresa os fãs de todo o mundo, pois aparentemente nenhuma notícia desse segundo álbum havia surgido na mídia portuguesa.  O álbum já está à venda em Portugal e em breve deve ser lançado em outros mercados.

Leia abaixo o texto de apresentação desse novo trabalho, assinado por Pedro Ayres Magalhães.

Novo álbum do Madredeus & A Banda Cósmica: A Nova Aurora

Novo álbum do Madredeus & A Banda Cósmica: A Nova Aurora

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Os Madredeus & A Banda Cósmica, apresentaram-se ao público português em Novembro de 2008, com o duplo cd “Metafonia” e uma série de concertos, no Teatro Ibérico, em Lisboa, que em Junho foram publicados em DVD.
A Banda Cósmica, constituída por músicos portugueses, brasileiros e angolanos, apresentou este seu projecto do futuro da música no Atlãntico Sul, incorporando no seu repertório em lingua portuguesa canções escritas para as antigas formações dos Madredeus por Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade e uma dúzia de novas canções, que pretenderam ligar a Europa, a África e o Brasil, num discurso contemporâneo, de ritmo, poesia e musicalidade.
Aproveitando o tempo livre da primavera de 2009, o grupo decidiu voltar a estúdio, para gravar um novo disco de originais.
Chama-se “ A Nova Aurora ”, e é dedicado a cantar a maravilha da evolução espiritual da Humanidade, à medida que vai descobrindo a dimensão do Universo físico em que se encontra o Sistema Solar.
Com os instrumentos que reunimos na Banda Cósmica, com o som que criámos, pensámos desenhar uma cantata popular sobre a vida do homem no planeta Terra, para lá da religião, da política das ideias e das nações e da dependência dos bens materiais.

guês em Novembro de 2008, com o duplo cd “ Metafonia” e uma série de concertos, no Teatro Ibérico, em Lisboa, que em Junho foram publicados em DVD.
A Banda Cósmica, constituída por músicos portugueses, brasileiros e angolanos, apresentou este seu projecto do futuro da música no Atlãntico Sul, incorporando no seu repertório em lingua portuguesa canções escritas para as antigas formações dos Madredeus por Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade e uma dúzia de novas canções, que pretenderam ligar a Europa, a África e o Brasil, num discurso contemporâneo, de ritmo, poesia e musicalidade.
Aproveitando o tempo livre da primavera de 2009, o grupo decidiu voltar a estúdio, para gravar um novo disco de originais.
Chama-se “ A Nova Aurora ”, e é dedicado a cantar a maravilha da evolução espiritual da Humanidade, à medida que vai descobrindo a dimensão do Universo físico em que se encontra o Sistema Solar.
Com os instrumentos que reunimos na Banda Cósmica, com o som que criámos, pensámos desenhar uma cantata popular sobre a vida do homem no planeta Terra, para lá da religião, da política das ideias e das nações e da dependência dos bens materiais.
O Homem na sua escala de ser vivo e consciente, recentíssimo episódio da história do planeta e da sua origem, uma questão cada vez mais documentada contemporâneamente. graças ao estudo apaixonado de gerações de cientistas curiosos por conhecerem as origens e os limites do nosso Universo.
Decidimos chamar a atenção para certos temas da consciência universal, de forma poética, com a Banda Cósmica.
As onze canções de “A Nova Aurora “, vivem separadamente, mas também poderiam consistir nas canções de um musical, duma peça teatral, ou dum filme, já que existe uma possível narrativa que as une.
Seria a história de seis biliões de pessoas, que se encontram a viver há muito pouco tempo num vasto e antigo universo, cuja natureza e dimensão só agora estão a descobrir.Como crianças, presumem a sua solidão e ambicionam viajar por esse universo, para o conhecer e tranquilizar a sua curiosidade vital, para encontrar alguém também consciente e acabar com a solidão da humanidade…, Mas essa  viagem dura muito mais tempo do que o tempo de vida que cada um tem…
Só que como a viagem já começou… a história  vai acabar bem.

Pedro Ayres Magalhães

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Friday, May 29, 2009

Música: Madredeus editam DVD ao vivo a 04 de Junho

Lisboa, 29 Mai (Lusa) - Os Madredeus editam a 04 de Junho o DVD “Concerto Estúdio - Ao Vivo no Teatro Ibérico”, disse à agência Lusa fonte ligada à banda.

“Concerto Estúdio - Ao Vivo no Teatro Ibérico” consiste no registo de um dos concerto de apresentação de “Metafonia”, disco editado em 2008 sob o nome Madredeus e A Banda Cósmica, e que marcou o regresso da banda após a saída da vocalista Teresa Salgueiro.

O DVD integra o espectáculo decorrido a 15 de Novembro de 2008 no teatro lisboeta. A duração total do concerto, reproduzido na íntegra na edição, é de três horas.

“Concerto Estúdio - Ao Vivo no Teatro Ibérico” reúne predominantemente temas do mais recente disco do grupo, “Metafonia”, contando ainda, contudo, com clássicos como “O Mar” e “O Paraíso”, bem como dois novos temas não editados ainda em disco, “Flor do Alentejo” e “Só Amor Pode”.

À guitarra clássica de Pedro Ayres e aos sintetizadores de Carlos Maria Trindade acrescentam-se com Madredeus e A Banda Cósmica as vozes de Mariana Abrunheiro e Rita Damásio, e os instrumentistas Ana Isabel Dias (harpa), Jorge Varrecoso (violino), Ruca Rebordão e Babi Bergamini (percussão e bateria), Sérgio Zurawski (guitarra eléctrica) e Gustavo Roriz (baixo).

A essência do som dos “novos” Madredeus é produzida pela guitarra clássica, harpa, sintetizadores e vozes e o resultado de “Metafonia” é necessariamente diferente, mas a mudança não é radical nem para Pedro Ayres nem para Carlos Maria Trindade, músicos com passado musical comum anterior aos Heróis do Mar.

Os Madredeus surgiram em 1986 em Lisboa, com uma sonoridade que destoava do pop-rock de então, que procurava inspiração na tradição popular portuguesa e que deveu muito do sucesso às melodias de Pedro Ayres Magalhães e à voz de Teresa Salgueiro.

Venderam cerca de três milhões de discos em todo o mundo, por conta de registos como “Existir”, “Os dias da Madredeus”, “O espírito da paz” ou “Um amor infinito”.

Nas duas décadas de existência os Madredeus já tiveram várias vidas. Rodrigo Leão, Gabriel Gomes e Francisco Ribeiro, que estava na formação inicial, saíram nos anos 1990, tendo entrado depois Carlos Maria Trindade, José Peixoto e Fernando Júdice.

(Fonte: Agência Lusa)

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Wednesday, November 5, 2008

Madredeus de volta aos palcos

A notícia é da agência LUSA:

04-11-2008

Lisboa, 04 Nov (Lusa) - Os Madredeus actuam quinta-feira no Teatro Ibérico para apresentar o álbum “Metafonia”, vinte anos depois de terem escolhido aquela sala lisboeta para dar início ao projecto.

O grupo de Pedro Ayres Magalhães, agora denominado Madredeus & Banda Cósmica, actuará no Teatro Ibérico de quinta-feira a sábado e entre os dias 13 a 15 deste mês, pela primeira vez sem Teresa Salgueiro, que abandonou o grupo em 2007, e com duas novas vozes femininas, as cantoras Mariana Abrunheiro e Rita Damásio.

Neste regresso à casa onde fizeram os primeiros ensaios e gravaram o álbum “Os dias da Madredeus”, em 1986, os Madredeus dão a conhecer também uma formação com um leque alargado de instrumentos, que amplificam e encorporam mais a sonoridade do grupo.

“Metafonia”, o nono álbum mais vendido na última semana em Portugal, é um duplo disco com 19 temas, entre inéditos e canções do repertório mais antigo dos Madredeus.

Da formação anterior do grupo mantêm-se o guitarrista Pedro Ayres Magalhães, o mentor e compositor principal, e o teclista Carlos Maria Trindade.

A eles juntam-se Jorge Varrecoso (violino), Ana Isabel Dias (harpa), Ruca Rebordão e Babi Bergamini (percussão e bateria), Sérgio Zurawski (guitarra eléctrica) e Gustavo Roriz (baixo).

Em entrevista à agência Lusa, Pedro Ayres Magalhães disse que os Madredeus de 2008 são “uma aventura maior” e que continuam a ser “muito fora do ‘mainstream’ e daquilo que são os hábitos das grandes massas”.

“O projecto é à mesma relacionado com a cultura portuguesa e com a sua propaganda. As influências que tínhamos e cultivávamos da música africana e brasileira fazemo-las agora de facto, com instrumentos que nos permitem dar essa inspiração de forma mais clara. Continuamos a cantar em português. Continuamos a ser um grupo que grava ao vivo”, Pedro Ayres Magalhães.

Os Madredeus & Banda Cósmica renascem cerca de um ano depois da saída da vocalista Teresa Salgueiro, do baixista Fernando Júdice e do guitarrista José Peixoto.

Os Madredeus surgiram em 1986 em Lisboa, com uma sonoridade que destoava do pop-rock de então, que procurava inspiração na tradição popular portuguesa e que deveu muito do sucesso às melodias de Pedro Ayres Magalhães e à voz de Teresa Salgueiro.

Venderam cerca de três milhões de discos em todo o mundo, por conta de registos como “Existir”, “Os dias da Madredeus”, “O espírito da paz” ou “Um amor infinito”.

Nas duas décadas de existência os Madredeus já tiveram várias vidas. Rodrigo Leão, Gabriel Gomes e Francisco Ribeiro, que estava na formação inicial, saíram nos anos 1990, tendo entrado depois Carlos Maria Trindade, José Peixoto e Fernando Júdice.

SS.

Lusa/fim

Música: Madredeus ao vivo, quinta-feira, pela primeira vez sem Teresa Salgueiro

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Sunday, October 19, 2008

Entrevista de Pedro Ayres Magalhães sobre METAFONIA

Pedro Ayres Magalhães concedeu uma longa entrevista à rádio Antena 1 sobre “Metafonia” e a nova fase dos Madredeus:

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=2667

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Madredeus Reloaded

A saída de Teresa Salgueiro, Fernando Júdice e José Peixoto, anunciada ao final de 2007 - coincidentemente o ano em que se comemoravam vinte anos de carreira do grupo - parecia para muitos o sinal de que o Madredeus encerrava ali sua jornada como a banda musical portuguesa de maior sucesso de todos os tempos.  A maioria dos fãs desconfiava ser impossível substituir uma voz emblemática como a de Teresa Salgueiro, que viera a público com o início do grupo e que marcara a identidade musical dos Madredeus por todos esses anos.  A perda de músicos igualmente célebres como Peixoto e Júdice também parecia uma ruptura difícil de rearranjar.  E tudo isso parecia não ter saída - mas havia o Pedro.

Pedro Ayres Magalhães, mentor e um dos fundadores do Madredeus, é um dos mais importantes nomes da música portuguesa contemporânea.  Suas experiências musicais vão além do Madredeus - ele já era um pioneiro em outros projetos, desde a introdução da alma punk no rock português nos anos 1980 até a criação de uma das mais emblemáticas bandas de rock daquela década, os Herói do Mar.  Portanto, poucas surpresas causa aos que conhecem sua trajetória ao se olhar para o novo álbum e espetáculo que o Madredeus lança a partir do dia 20 de outubro.  “Metafonia” traz uma nova formação que soma aos Madredeus - agora reduzido a Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade - sonoridades ainda estranhas à trajetória do grupo.  Reunindo percussão, guitarras elétricas, arpa e duas novas vozes femininas à alma do projeto Madredeus, Pedro e Carlos Maria anunciam uma refundação do grupo.

A idéia de refundação do Madredeus é reforçada pelo próprio espetáculo de lançamento, agendado para o dia 06 de novembro no emblemático Teatro Ibérico, em Lisboa - para os que não conhecem a fundo a história do Madredeus, foi lá que o grupo, lá no distante 1987, ensaiou e apresentou pela primeira vez o repertório do álbum “Os Dias da Madredeus”, estréia fonográfica do Madredeus.

Resta aos fãs esperar e ouvir, sem preconceitos, o novo Madredeus que nos apresenta agora o genial Pedro Ayres Magalhães. 

Assistam ao clipe de “ECLIPSE”, nova canção dos Madredeus, neste link:
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/426899

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Wednesday, September 17, 2008

Madredeus regressam sem Teresa Salgueiro

Grupo grava novo álbum de originais. Lançamento previsto para o final do ano.

Os Madredeus regressam este ano com um novo álbum de originais. Segundo a agência Lusa, Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade dão por terminada a pausa sabática iniciada com a saída da intérprete Teresa Salgueiro e tencionam apresentar o projecto reformulado com três vozes femininas e percussão durante os próximos meses. O novo trabalho virá suceder a Faluas do Tejo , último registo com Teresa Salgueiro a bordo, editado em 2005. A vocalista anunciou ter deixado os Madredeus em Novembro do ano passado para se dedicar a projectos pessoais. Na altura, o mentor Pedro Ayres Magalhães informou também que José Peixoto e Fernando Júdice tinham decidido abandonar o grupo em Julho. Durante este ano, revelou a Lusa, o fundador e o teclista Carlos Maria Trindade terão escrito em conjunto os temas do álbum de regresso.

Fonte: BLITZ - MFR (11.09.08)

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Wednesday, September 10, 2008

NOVO Madredeus: três vozes e percussão!

Música: Madredeus, Maria João Pires e Os Pontos Negros marcam “rentrée” discográfica

Lisboa, 09 Set (Lusa) - O regresso dos Madredeus, com três vozes e percussão (…) marca nos próximos meses a edição discográfica em Portugal.

Depois de uma pausa sabática e da saída de Teresa Salgueiro, os Madredeus preparam-se para lançar este ano um novo álbum de originais, sem data de edição, que contará com três vozes femininas e percussão, disse à Lusa fonte da editora Farol.

Nos Madredeus permanecem apenas Pedro Ayres Magalhães, o autor da maioria dos temas do grupo, e o teclista Carlos Maria Trindade, que estiveram ao longo do último ano a trabalhar em novos temas para o projecto. (…)”

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Monday, June 9, 2008

Madredeus: regresso ao trabalho

07 Junho 2008 - 00h00 - Correio da Manhã:

Escolhida nova voz e trabalho em novo material

Madredeus: regresso ao trabalho

Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade - 1995

Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade, os dois ‘sobreviventes’ do projecto Madredeus, estão já a trabalhar em material para um novo disco, ao mesmo tempo que seleccionam novos músicos e vozes para o grupo.

‘Neste momento estamos em ‘workshop’ de composição, numa fase ainda muito experimental e para a qual estamos a trabalhar com vários músicos e cantoras’, adiantou à Vidas Carlos Maria Trindade.

Quanto ao lugar deixado vago por Teresa Salgueiro, em 2007, ainda não há certezas: ‘Estamos a trabalhar com vários cantoras e ainda em processo de formação, mas nada está decidido. Ainda não estamos centrados numa única pessoa’, avançou o músico.

Certo é que destas sessões de ‘treino’ poderá já sair algum do material para incluir no próximo disco dos Madredeus, ainda sem data precisa de edição. ‘A vertente da composição está a ser desenvolvida, mas ainda é cedo para saber quando vai sair o disco. Algumas das ideias que estão em cima da mesa poderão vir a ser aproveitadas’, afirmou.

Os Madredeus, grupo português que mais projectou o nome de Portugal no Mundo, não editam um novo registo de originais desde 2005.


Miguel Azevedo/Vanessa Fidalgo
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Monday, March 31, 2008

Madredeus: vida nova pós-Teresa Salgueiro

A notícia saiu ontem no jornal CORREIO DA MANHÃ:

29 Março 2008 - 00.00h

Futuro

Madredeus: regresso com nova vocalista

Carlos Maria Trindade, teclista do mais internacional projecto musical português, garante que “há vida após a Teresa Salgueiro”

O produtor, compositor e músico Carlos Maria Trindade, único sobrevivente dos Madredeus, a par com Pedro Ayres Magalhães, afirmou em entrevista à Vidas que o grupo poderá regressar, muito em breve, ao activo com nova vocalista.
“Eu e o Pedro Ayres acreditamos, sinceramente, numa vida pós-Teresa Salgueiro. Madredeus é um nome que está gravado a letras de néon no Mundo inteiro. Tem um público global à sua espera. E está certamente à espera que voltemos com ou sem a Teresa, porque o verdadeiro património da banda são as canções. Neste momento, quando eu e o Pedro encontrarmos a voz, a figura, que possa interpretar as canções dos Madredeus, não teremos qualquer pejo em continuar a nossa embaixada. A única dificuldade será encontrar a tal voz, mas também temos que ver que a Teresa, quando começou, não era o que é hoje. Cresceu nos Madredeus”, disse Carlos Maria Trindade.
“Esta pausa é perfeitamente natural, sobretudo se tivermos em conta que o grupo já teve várias vidas: a primeira com a formação original, a segunda sem o Rodrigo Leão, o Francisco Ribeiro e o Gabriel Gomes, que seguiram os seus caminhos. Como tal, é perfeitamente possível que haja uma terceira fase. A Teresa teve uma verdadeira escola nos Madredeus e era previsível que quisesse caminhar pelos seus próprios passos. Ela diz que agora tem de voar sozinha e nós percebemos isso perfeitamente. Não há rancores”, acrescentou.

Vanessa Fidalgo
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Friday, November 30, 2007

Os dias do Madredeus chegaram ao fim?

Matéria publicada no DIário de Notícias sobre o futuro do Madredeus.


OS DIAS DO GRUPO MADREDEUS A CAMINHO DO FIM
DAVIDE PINHEIRO e ISABEL LUCAS

Os “dias da Madredeus” podem ter chegado ao fim. Pedro Ayres Magalhães, mentor e fundador, disse em entrevista ao DN que “é uma hipótese não voltar à estrada um grupo chamado Madredeus”, a propósito de uma entrevista de Teresa Salgueiro à SIC em que a cantora anunciou a sua saída. O músico não recebeu a notícia com surpresa e adiantou que está a pensar no que fazer a seguir juntamente com Carlos Maria Trindade, o teclista.

Mas voltemos ao princípio. Tudo começou quando Teresa Salgueiro deu conta da sua falta de disponibilidade para se dedicar “em exclusivo” à banda que lhe deu projecção mundial. A cantora, agora com uma carreira a solo, disse ter necessidade de acarinhar “todos os [três] projectos novos que surgiram”.

Todavia, num comunicado, a agora ex-vocalista disse que “tal facto não prejudicará uma eventual colaboração (…) se isso for tido como conveniente. Pedro Ayres Magalhães revelou ainda que tanto José Peixoto como Fernando Júdice já o tinham informado sobre o seu abandono dos Madredeus em Julho último. “Quando, por circunstâncias variadas, os músicos não podem dedicar-se tanto a este projecto, recebo isso muito bem. Temos um percurso extraordinário”, defendeu o compositor principal ao DN. Para Pedro Ayres Magalhães, a vocalista “era a actriz da música do grupo”.

Um pouco por todo o mundo, costumavam perguntar-lhe “o que seriam os Madredeus sem ela. Mesmo assim, o guitarrista “consegue imaginar outra voz” naquele lugar. Rodrigo Leão, antigo elemento da banda, hoje com uma distinta carreira em nome próprio, revelou ao DN que recentemente Pedro Ayres Magalhães lhe tinha confidenciado que “procurava outra voz”.

Pode, no entanto, dizer-se que a notícia do fim dos Madredeus não é propriamente nova. No ano passado, a agência espanhola do grupo, a Syntorama, deu como certo o ponto final no percurso da banda, o que levou Pedro Ayres Magalhães a reagir imediatamente, desmentindo o que se tinha dito. Todavia, o cérebro do grupo anunciou um ano sabático marcado por ” uma redução de datas para evitar problemas financeiros”. O músico disse então que “não é possível financeiramente manter uma iniciativa independente e fazer tantos concertos”.

Só que, em 2007, os Madredeus não deram um único concerto, o que levou a que uma série de projectos paralelos se desenvolvessem. “Fizemos uma pausa e uma reorganização para reflectir sobre o empenhamento do grupo”, explicou. A Bunkamura Orchard Hall, em Tóquio, foi, aliás, a última sala a receber o colectivo português mais internacional de sempre. É preciso não esquecer que os álbuns mais recentes da banda - Um Amor Infinito e Faluas do Tejo - estiveram longe de obter bons resultados comerciais, se comparados com êxitos globais como Ainda ou Espírito da Paz. Pedro Ayres Magalhães lembra que “há um ano não colocava a hipótese de terminar”, embora o futuro do grupo nunca tenha “estado certo”, porque “primeiro era preciso saber se os músicos estavam satisfeitos, depois o público e finalmente a disponibilidade para viajar”.

Olhando para o passado, fica com “uma sensação de tranquilidade por um trabalho bem feito”, até porque “ninguém se zangou”. Mas Rodrigo Leão, antigo músico e ainda hoje admirador da carreira da banda, não acredita que “a separação seja definitiva”.|

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